MONUMENTO DA MATOLA JÁ É PATRIMÒNIO CULTURAL

O Monumento  e Centro de Interpretação da Matola(MOCIM), inaugurado pelos presidentes de Moçambique e África do Sul, Felipe Nyusi e Jacob Zuma respectivamente, em Setembro de 2016, construido em homenagem as vitímas de um ataque do regime Apartheid a 31 de Janeiro de 1981 foi proclamado esta semana Património Cultural Nacional.
O decreto que formaliza a criação desta infra-estrutura foi aprovado terça-feira na XIX sessão do Conselho de Ministros. De acordo com esta norma, o MOCIM é uma instituição pública sem fins lucrativos, de caractér cultural e cientifico, dotado de personalidade jurídica e autonomia administrativa e tem como objectivos promover a pesquisa e salvaguadar os conteúdos sobre o processo de luta dos povos moçambicano e sul africano contra o regime do Apartheid. Segundo Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros, trata se de um monumento de nível”A”, com uma dimensão histórico-cultural nacional e internacional que possa servir para imortalizar os efeitos heróicos dos dois povos e que seja um centro de pesquisa e de investigação sobre a luta contra o Apartheid na África do Sul.
Esta infra-estrutura é constituida por uma lápide onde estão escritas palavras de ordem do braço armado do Congresso Nacional Africano(ANC), protegida por um alpendre de alumínio e dois murais com os nomes das vitímas moçambicanas, sul africanas e um português. Possui também um centro de documentação de dois pisos, com enormes paredes de vidro que contém informação e fotografias associadas à presença de quadros do ANC em Moçambique.